Oi pessoal!
Muito obrigado pelos comentários e pela torcida para o(a) nosso(a) Wallaby. Eu e a Tati estamos muito felizes com a chegada dele(a) e vamos deixar todos informados dos próximos eventos.
Cheers!
TG&W
Sunday, 28 November 2010
Friday, 26 November 2010
E então, éramos 3...
De repente, algo inesperado, mas esperado, algo tão grandioso quanto a própria humanidade - e se não fosse por ele, não haveria humanidade - algo, de sopetão, toma lugar, forma, conteúdo e sentido. Seria o vasto oceano que singra os mares de todos os seres sobre a Terra Australis, Terra Brasilis, a Terra, o oceano chamado vida, que agora vem bater às portas de nossa, ora tão aventureira, arrojada, intrépida família austral?
Um momento auspicioso, grandioso, mostrado em uma tela tão pequeno, mas fascinante, totalmente radiante e envolto de uma felicidade que inunda, completa e torna dois, mais ainda, um. Uma pequena faísca, um brilho de uma estrela, um bater já forte e definido, um pequeno grande pulsar.
Forte como as ondas do Pacífico, dois somam três, três são um. Tatiala e Guguru terão a companhia de um pequeno (ou pequena) Wallaby lá por volta de junho, já tão amado e desejado como se estivesse sempre presente.
Cheers!
Tatiala, Guguru & Wallaby
Um momento auspicioso, grandioso, mostrado em uma tela tão pequeno, mas fascinante, totalmente radiante e envolto de uma felicidade que inunda, completa e torna dois, mais ainda, um. Uma pequena faísca, um brilho de uma estrela, um bater já forte e definido, um pequeno grande pulsar.
Forte como as ondas do Pacífico, dois somam três, três são um. Tatiala e Guguru terão a companhia de um pequeno (ou pequena) Wallaby lá por volta de junho, já tão amado e desejado como se estivesse sempre presente.
Cheers!
Tatiala, Guguru & Wallaby
Friday, 8 October 2010
Como pode?
Aqui na Austrália há bastante variedade de frutas, verduras e legumes. Alguns iguais aos do Brasil, outros bem diferentes, por causa da influência de inúmeras culturas de todo canto do mundo. O preço, na maioria das vezes, é parecido com o Brasil. Temos uma teoria de que, excluindo moeda e pensando só em números, muita coisa custa o mesmo nos dois países. Mas há as disparidades...
Está começando a época de mangas. Eu amo manga! Há um único problema: manga custa uma fortuna nesta terra! É vendida por unidade. Ontem, comprei na quitanda mais barata do bairro duas mangas, 2 dólares cada. Abri uma e... estava meio verde. Tinha que ter esperado mais. A outra vai ficar uns dias amadurecendo.
Hoje achei no mercado mangas por $2.98 CADA! Confesso: peguei uma tão madurinha, tão perfumada, que não teve como resistir... comprei! Está gelando para eu devorá-la. Espero que esteja doce, daquelas de lamber os dedos! Ah, uma observação: já vi manga por $4 cada.
Vou estudar de onde vêm estas mangas tão "especiais", que custam mais do que um pote de iogurte ou uma barra de chocolate!
Cheers!
Está começando a época de mangas. Eu amo manga! Há um único problema: manga custa uma fortuna nesta terra! É vendida por unidade. Ontem, comprei na quitanda mais barata do bairro duas mangas, 2 dólares cada. Abri uma e... estava meio verde. Tinha que ter esperado mais. A outra vai ficar uns dias amadurecendo.
Hoje achei no mercado mangas por $2.98 CADA! Confesso: peguei uma tão madurinha, tão perfumada, que não teve como resistir... comprei! Está gelando para eu devorá-la. Espero que esteja doce, daquelas de lamber os dedos! Ah, uma observação: já vi manga por $4 cada.
Vou estudar de onde vêm estas mangas tão "especiais", que custam mais do que um pote de iogurte ou uma barra de chocolate!
Cheers!
Thursday, 7 October 2010
Camping
Depois na aventura na neve, mais uma estreia para Tatiala: camping. Na verdade, nunca tive vontade de dormir numa barraca convivendo com insetos e a natureza tão "próxima", mas depois que nossa amiga Estela disse que queria acampar com a filhinha de 10 meses... é, eu tinha que tentar!
Aproveitamos o último feriado antes do Natal e fomos com amigos acampar num lugar chamado Seal Rocks, a 3,5 horas de viagem de Sydney, em direção ao norte. A previsão do tempo não era animadora: chuva sábado e domingo e nublado na segunda-feira. Pior de tudo: dessa vez a D. Previsão estava certa...
Mas apesar de São Pedro não ter colaborado, o passeio foi bem legal, praticamente resumido a muito papo, risadas, comida e algumas emoções mais fortes...
Enchemos nosso colchão de ar, preparando a caminha e... surpresa! Colchão furado!! Foi usado só duas vezes, com certeza vou levar na loja e reclamar! Fizemos o possível para amaciar o chão, mas não foi nada confortável... À noite, o vento era tão forte que parecia que a barraca ia voar, mas ela aguentou firme e forte!
Continuando a lista de fortes emoções, no domingo, notei uma "pinta" nas costas de Guguru, que nunca esteve lá... Quando cheguei mais perto... Socorro, um bicho!!! Parecia uma aranha, pelo número de patas, mas era mais redondo e parecia querer entrar em meu marido... Nossa amiga Cris estava na hora certa e no lugar certo: dentro de nossa barraca! Gritei para ela ajudar, porque ela poderia colocar em prática seus dotes de groomer (quem cuida do embelezamento de cães e gatos) para arrancar aquele carrapato dali!! Com toda sua habilidade, ela removeu o bicho, que saiu inteiro. Eu estava tão enojada que esqueci de tirar foto do cadáver para provar... Mas está tudo bem com Guguru, nenhuma sequela aparente. ;-) Obrigada, Cris, seremos eternamente gratos!
Acham que acabou a emoção? Que nada! Na noite de domingo, nos preparando para dormir, estiquei todos os edredons, lençóis, etc para fazer a cama e, quando coloco o travesseiro... um ser começa a correr! Claro, eu falei que se não achássemos "aquilo", eu pediria asilo em outra barraca... Parecia do tamanho de uma barata, mas sei lá o que era... Cinco minutos depois de muita procura: tcharã! Uma bela aranha, do tamanho daquelas baratas grandes! Eta, maravilha! Guguru, com toda sua destreza e rapidez, conseguiu capturá-la e mandá-la desta para uma melhor.
Afe, como podem acontecer tantas emoções em dois dias? Mas o legal disso tudo (agora que teve final feliz, claro) é que as histórias ficarão para o resto da vida!
Se eu vou acampar de novo? Sim! Mas agora espero que seja com sol e com insetos fora da nossa barraca e de nossos corpos!
Cheers!
Aproveitamos o último feriado antes do Natal e fomos com amigos acampar num lugar chamado Seal Rocks, a 3,5 horas de viagem de Sydney, em direção ao norte. A previsão do tempo não era animadora: chuva sábado e domingo e nublado na segunda-feira. Pior de tudo: dessa vez a D. Previsão estava certa...
Mas apesar de São Pedro não ter colaborado, o passeio foi bem legal, praticamente resumido a muito papo, risadas, comida e algumas emoções mais fortes...
Enchemos nosso colchão de ar, preparando a caminha e... surpresa! Colchão furado!! Foi usado só duas vezes, com certeza vou levar na loja e reclamar! Fizemos o possível para amaciar o chão, mas não foi nada confortável... À noite, o vento era tão forte que parecia que a barraca ia voar, mas ela aguentou firme e forte!
Continuando a lista de fortes emoções, no domingo, notei uma "pinta" nas costas de Guguru, que nunca esteve lá... Quando cheguei mais perto... Socorro, um bicho!!! Parecia uma aranha, pelo número de patas, mas era mais redondo e parecia querer entrar em meu marido... Nossa amiga Cris estava na hora certa e no lugar certo: dentro de nossa barraca! Gritei para ela ajudar, porque ela poderia colocar em prática seus dotes de groomer (quem cuida do embelezamento de cães e gatos) para arrancar aquele carrapato dali!! Com toda sua habilidade, ela removeu o bicho, que saiu inteiro. Eu estava tão enojada que esqueci de tirar foto do cadáver para provar... Mas está tudo bem com Guguru, nenhuma sequela aparente. ;-) Obrigada, Cris, seremos eternamente gratos!
Acham que acabou a emoção? Que nada! Na noite de domingo, nos preparando para dormir, estiquei todos os edredons, lençóis, etc para fazer a cama e, quando coloco o travesseiro... um ser começa a correr! Claro, eu falei que se não achássemos "aquilo", eu pediria asilo em outra barraca... Parecia do tamanho de uma barata, mas sei lá o que era... Cinco minutos depois de muita procura: tcharã! Uma bela aranha, do tamanho daquelas baratas grandes! Eta, maravilha! Guguru, com toda sua destreza e rapidez, conseguiu capturá-la e mandá-la desta para uma melhor.
Afe, como podem acontecer tantas emoções em dois dias? Mas o legal disso tudo (agora que teve final feliz, claro) é que as histórias ficarão para o resto da vida!
Se eu vou acampar de novo? Sim! Mas agora espero que seja com sol e com insetos fora da nossa barraca e de nossos corpos!
Cheers!
Tuesday, 14 September 2010
Aventura na Neve
No último fim-de-semana fomos viajar para uma cidade chamada Thredbo, que fica a 500km de Sydney e é conhecida por ter neve. Sim, neve! No continente mais seco do mundo, neva! A temporada vai de junho a setembro, sendo julho e agosto os meses em que a neve atinge seu maior nível.
Saímos de casa na sexta-feira cedinho (não, não era feriado, Guguru pediu um dia de folga) e iniciamos a longa jornada até o destino. Como eram muitas horas de viagem, eu, Tatiala, comecei dirigindo. Tudo bem, tranquilo, até o início da rodovia, onde o limite de velocidade era 110km/h. Minha carteira ainda é de learner (aprendiz) e o limite máximo de velocidade permitido para um learner é 80km/h... No começo foi tranquilo, pois tinha muito carro na estrada e não dava para aumentar muito a velocidade. Mas uns 20 minutos depois, comecei a me sentir uma tartaruga no meio de uma corrida de lebres... Ao todo, dirigi uma hora, mas naquela velocidade provavelmente iríamos dormir e chegar só de madrugada em Thredbo...
Assim, decidimos que Guguru dirigiria o restante do caminho. [Pausa: a minha prova para tirar carteira de motorista definitiva já está marcada. Em breve poderei dirigir acima de 80km/h!]. A paisagem era muito bonita, a estrada boa e havia várias áreas de descanso ao longo do caminho, com mesa para picnic e toalete.
Paramos algumas vezes, uma delas em Canberra, capital da Austrália, para comer e esticar as pernas. Quase chegando em Thredbo, paramos para alugar correntes para o carro (obrigatórias nesta época do ano por causa da neve) e pegar todo o equipamento para esquiar. [Pausa: esta era a primeira vez que Tatiala veria neve e segunda vez que Guguru esquiaria].
A única parte triste da viagem toda foi a enorme quantidade de animais atropelados na estrada, a maioria cangurus. Mesmo com as inúmeras placas avisando que pode ter animais na pista, acredito que se um canguru aparece pulando na sua frente não deve dar muito tempo de desviar...
A menos de meia hora do destino, o tempo estava ensolarado e ao redor só víamos vegetação verdinha e um lindo lago. Onde estaria a neve? Deve ser pegadinha... Mas não é que tem neve mesmo? Parece que estávamos atravessando um portal, de repente a neve apareceu no alto das montanhas. Chegamos às 16h30 no hotel e estava nevando!
Colocamos as coisas no quarto e saímos para reconhecer o terreno. O hotel ficava ao lado de uma das estações de esqui, digamos que a estação era o "quintal" do hotel. Já estava escurecendo, mas conseguimos passear um pouco e até vimos um wombat passeando na neve. [Pausa: clique aqui para saber o que é um wombat].
No sábado acordamos cedo, comemos e fomos para a aventura na neve... Ainda bem que a estação era do lado! Guardávamos os esquis nos fundos do hotel, íamos de chinelo até lá, vestíamos todo o equipamento e saímos para esquiar. Eu estava bem nervosa, na verdade, desesperada... Parecia uma sessão de tortura... Como alguém conseguia se divertir esquiando? O primeiro tombo não demorou. Até que foi legal cair na neve, mas tinha um detalhe... como levanta? Demorou, porque além da dificuldade, tinha o medo de levantar e o esqui sair andando de novo, sem contar as pernas que não paravam de tremer...
Eu me sentia mais incapaz ainda quando olhava para os lados e via crianças, de todas as idades, desde 3 ou 4 anos, descendo a ladeira numa velocidade, para mim, inimaginável, e elas nem brecavam! Já está decidido: podem dizer o que for, mas nossos filhos vão aprender TUDO quando forem crianças, porque depois de velho não dá...
Para não causar nenhum acidente, eu não podia ter nada nem ninguém num raio de 20 metros de onde eu estava. Se alguém parasse perto, eu brecava e ficava parada até a pessoa se mover! Após a quinta queda, a graça de cair já tinha acabado. Eu só pensava que queria fazer um boneco de neve ou ficar brincando de guerra de neve. Deixei meu professor particular, Guguru, se divertir um pouco, porque afinal estávamos lá para esquiar (ou pelo menos tentar)! O dia foi longo, mas à tarde consegui fazer o meu primeiro boneco de neve e relaxar um pouco enquanto Guguru aprimorava sua técnica.
No domingo, firme e forte, acordei e fui esquiar novamente. Como dizem que a prática leva à perfeição, tudo estava mais fácil e no fim da manhã até conseguia fazer curva e desviar das pessoas! Ufa, acho que podemos voltar no ano que vem para esquiar de novo!
Na volta para casa ainda paramos novamente em Canberra e tiramos algumas fotos da Floriade, exposição de flores que marca o início da primavera. A viagem não poderia ter acabado melhor!
Clique para ver fotos de Thredbo e da Floriade.
Cheers!
Wednesday, 8 September 2010
Pássaro "Ligado"
Ontem, eu, Tatiala, fui correr e me deparei com mais uma das cenas que só acontecem na Austrália: um passarinho tentando enfiar o bico numa lata de Red Bull!! Quando passei, a 1 metro dele, ele parou, só deu uma olhadinha para ver se era perigo ou não, e voltou para a missão impossível de pegar seja lá o que era de dentro da lata...
O slogan do produto não poderia ser mais real: Red Bull te dá asas... !!! :-)
Cheers!
O slogan do produto não poderia ser mais real: Red Bull te dá asas... !!! :-)
Cheers!
Tuesday, 31 August 2010
De volta para as piscinas!
Aqui em Sydney, existem muitas piscinas públicas onde você paga uma taxa e pode passar o dia usando as instalações. O único detalhe que me fez adiar tanto minha volta à natação é que o acesso a estes clubes é tão fácil, que nem exame médico é necessário... Bem, mas se todos sobrevivem depois de nadar numa piscina destas, por que não tentar?Hoje, eu, Tatiala, fui nadar. Além da taxa de entrada, caso queira guardar seus pertences num armário é necessário desembolsar mais umas moedas. Primeiro dia, reconhecendo o terreno, decidi pagar pelo armário. Troquei de roupa, vesti o maiô e notei que eu era a única ET de maiô... Por aqui elas (pelo menos as que estavam lá) usam um biquini com uma regatinha por cima. De longe até parece maiô, mas depois vi que não era.
Fui num horário em que a piscina não está muito cheia. É isso mesmo, horário para as dondocas. :-) Tive sorte e nadei quase o tempo todo numa raia só para mim. A piscina é bem legal, tem 25 metros e a água é super transparente. Depois de quase uma hora nadando, fui para o vestiário tomar banho. Encontrei uma placa dizendo que o tempo máximo no chuveiro era de 3 minutos, para poupar água. TRÊS MINUTOS!! Pensando bem... não ia dar para tomar banho lá, por este e outros motivos... Tomei uma chuveirada rápida que nada adiantou, porque o cheiro do cloro na pele era muito forte. Me troquei e corri para casa para tomar um banho de verdade!
Depois de muito sabonete e meio litro de hidratante... ainda sinto cheiro de cloro!! Acho que posso ficar tranquila que, com certeza, nenhuma bactéria, fungo, ou seja lá o que for, sobrevive!
Mais um detalhe bizarro: tinha uma placa em cima das pias para lavar as mãos que dizia "No Spitting". Em bom português: "Não cuspir". Fala sério... É isso que dá a mistureba de raças num mesmo lugar! Graças a Deus sou brasileira!
Se eu volto lá para nadar de novo? Claro que sim! Se até acostumada e gostando de pimenta eu estou...
Cheers!
Saturday, 14 August 2010
Nunca diga nunca
Para quem não sabe, eu, Guguru que vos escrevo, joguei futebol-de-salão - depois renomeado para futsal - por mais de 20 anos, dos 11, 12 até os 32, 33 anos, naquela posição que, no esporte equivalente sobre a grama, esta nem se digna a nascer, ou seja, goleiro. Joguei no Clube Paineiras do Morumby, Esporte Clube Banespa, uma brevíssima passagem na seletiva da Sociedade Esportiva Palmeiras, além de ter jogado pela Escola Politécnica da USP e depois pelo Instituto de Matemática e Estatística da mesma USP, sem contar os times da rua, do bairro, da escola, dos amigos. Ganhei alguns campeonatos, perdi outros tantos, tendo no meu currículo, com orgulho, alguns INTERUSPs pela Poli e 3 (três!!!) convocações para a seleção paulista universitária. Tomei vários frangos, fiz defesas impossíveis, enfim, tudo que um goleiro faz.
Pois bem...
Depois de muitas contusões e a vida pela frente se mostrando como ela é - trabajar, trabajar, trabajar - decidi me aposentar das quadras, já que os reflexos não eram mais os mesmos, as boladas doíam mais e, afinal, já não tinha mais muita motivação. Pendurei os tênis, dei todo o equipamento goleirístico e afirmei (muito forte esta frase agora) que nunca mais jogaria.
Pois é...
Dez anos depois, meio mundo longe da última quadra que me viu jogar, Rogerinho, nosso fiel escudeiro em Terras Australis, que jogava comigo no mesmo time do IME-USP e que joga toda noite de quinta-feira aqui, em Sydney, convidou-me, vejam só, para uma noite de soccer, pois o goleiro deles não poderia participar por outros compromissos assumidos. Após confabulação acalorada com minha linda e protetora cara-metade, decidi que jogaria "mais uma vez". Fui lá, conheci o time, com gente de várias nacionalidades, inclusive australiana, e joguei. Até que para quem estava parado há 10 anos não joguei tão mal assim, mas perdemos de 10 a poucos. O placar não reflete totalmente minha performance, mas já estou acostumado, calejado e curtido com qualquer comentário que advir deste relato.
Tudo bem, tudo bom, foi legal, bacana. Passado o tempo, Roger novamente veio falar comigo sobre o esporte das multidões. Novamente o goleiro deles não poderia participar do jogo, não apenas uma vez, mas por umas três semanas. O motivo: ele foi jogar futebol de campo, na linha, e destruiu o joelho. Aviso importante: se você é goleiro e não é o Rogério Ceni, fique embaixo dos três paus, não importa aonde! Bem, então, que faço agora? Bem, veja bem, éééééé... ora pois, vou jogar. Desta vez, resolvi me equipar como antes. Fui comprar meião e joelheira, além de usar a minha calça de agasalho e camiseta de manga comprida. Queria comprar a luva de goleiro de futsal, aquela que não tem a ponta dos dedos, mas não consegui encontrar. Usaria novamente a luva de algodão que cortei a ponta dos dedos e costurei (eu mesmo) com muito esmero, porém não na rua dos Bobos, número Zero.
O jogo...
Chegamos lá, cumprimentei o pessoal novamente, uma cara nova entre os jogadores, todos felizes pois ainda teriam um goleiro à disposição. Começou o jogo, primeiro chute e Guguru faz uma defesa arrojada. Acho que a noite vai ser boa, pensei. Depois de muitos chutes a gol, fim do primeiro tempo. Nós 3 x 6 Eles. É, realmente não exatamente um primor. Segundo tempo, o time se animou, Guguru começou a falar alto como fazia sempre e os deuses da bola começaram a sorrir novamente, perdoando Guguru pela sua aposentadoria "precoce". Placar final: Nós 11 x 7 Eles. Uma vitória, de virada que é mais gostoso, como sabem. Depois do jogo, disseram que eu joguei melhor que da outra vez, que já tinha sido boa (comentem o que quiserem, não me importo :-P ) . Perguntaram se tinha jogado em outro lugar neste meio tempo. Acho que é como andar de bicicleta para mim. Você sobe na bicicleta, fica assim meio inseguro nos primeiros segundos, mas depois já sai empinando :-D . É verdade que estou muito bem fisicamente, correndo e treinando com Kettlebell regularmente, além de ter voltado a treinar Yiquan (arte marcial chinesa, mas fica para outra ocasião esta história).
Hoje achei na Internet, numa loja aqui em Sydney, a luva de goleiro da futsal. Claro, já comprei.
Não se esqueçam: na Austrália, nunca digam nunca.
Cheers!
Tatiala & Guguru
Pois bem...
Depois de muitas contusões e a vida pela frente se mostrando como ela é - trabajar, trabajar, trabajar - decidi me aposentar das quadras, já que os reflexos não eram mais os mesmos, as boladas doíam mais e, afinal, já não tinha mais muita motivação. Pendurei os tênis, dei todo o equipamento goleirístico e afirmei (muito forte esta frase agora) que nunca mais jogaria.
Pois é...
Dez anos depois, meio mundo longe da última quadra que me viu jogar, Rogerinho, nosso fiel escudeiro em Terras Australis, que jogava comigo no mesmo time do IME-USP e que joga toda noite de quinta-feira aqui, em Sydney, convidou-me, vejam só, para uma noite de soccer, pois o goleiro deles não poderia participar por outros compromissos assumidos. Após confabulação acalorada com minha linda e protetora cara-metade, decidi que jogaria "mais uma vez". Fui lá, conheci o time, com gente de várias nacionalidades, inclusive australiana, e joguei. Até que para quem estava parado há 10 anos não joguei tão mal assim, mas perdemos de 10 a poucos. O placar não reflete totalmente minha performance, mas já estou acostumado, calejado e curtido com qualquer comentário que advir deste relato.
Tudo bem, tudo bom, foi legal, bacana. Passado o tempo, Roger novamente veio falar comigo sobre o esporte das multidões. Novamente o goleiro deles não poderia participar do jogo, não apenas uma vez, mas por umas três semanas. O motivo: ele foi jogar futebol de campo, na linha, e destruiu o joelho. Aviso importante: se você é goleiro e não é o Rogério Ceni, fique embaixo dos três paus, não importa aonde! Bem, então, que faço agora? Bem, veja bem, éééééé... ora pois, vou jogar. Desta vez, resolvi me equipar como antes. Fui comprar meião e joelheira, além de usar a minha calça de agasalho e camiseta de manga comprida. Queria comprar a luva de goleiro de futsal, aquela que não tem a ponta dos dedos, mas não consegui encontrar. Usaria novamente a luva de algodão que cortei a ponta dos dedos e costurei (eu mesmo) com muito esmero, porém não na rua dos Bobos, número Zero.
O jogo...
Chegamos lá, cumprimentei o pessoal novamente, uma cara nova entre os jogadores, todos felizes pois ainda teriam um goleiro à disposição. Começou o jogo, primeiro chute e Guguru faz uma defesa arrojada. Acho que a noite vai ser boa, pensei. Depois de muitos chutes a gol, fim do primeiro tempo. Nós 3 x 6 Eles. É, realmente não exatamente um primor. Segundo tempo, o time se animou, Guguru começou a falar alto como fazia sempre e os deuses da bola começaram a sorrir novamente, perdoando Guguru pela sua aposentadoria "precoce". Placar final: Nós 11 x 7 Eles. Uma vitória, de virada que é mais gostoso, como sabem. Depois do jogo, disseram que eu joguei melhor que da outra vez, que já tinha sido boa (comentem o que quiserem, não me importo :-P ) . Perguntaram se tinha jogado em outro lugar neste meio tempo. Acho que é como andar de bicicleta para mim. Você sobe na bicicleta, fica assim meio inseguro nos primeiros segundos, mas depois já sai empinando :-D . É verdade que estou muito bem fisicamente, correndo e treinando com Kettlebell regularmente, além de ter voltado a treinar Yiquan (arte marcial chinesa, mas fica para outra ocasião esta história).
Hoje achei na Internet, numa loja aqui em Sydney, a luva de goleiro da futsal. Claro, já comprei.
| A tão desejada luva de futsal, comprada no Futsalplus.com.au |
Não se esqueçam: na Austrália, nunca digam nunca.
Cheers!
Tatiala & Guguru
Wednesday, 11 August 2010
Propagandas
Não sei se já comentamos no blog, mas as propagandas daqui são de chorar, péssimas! Tenho uma teoria: 99% das propagandas que circulam, são propagandas de outros lugares que foram descartadas por serem horríveis, e foram ao ar na Austrália. Se alguém perguntar sobre a qualidade das faculdades de propaganda e marketing daqui... acho que sei o que responder. Ou então vai ver que a mente deles é tão complexa que eu, pobre mortal, não entendo a ideia implícita!
Mas de vez em nunca aparece uma propaganda bem legal. Há pouco tempo vi no blog da Adélia e do Lund um post sobre o blog de uma mãe que cria cenários em torno da filha, enquanto ela dorme, recriando aquilo que ela está sonhando. Achei incrível a criatividade dela!
Este mês, uma propaganda de uma loja de departamento me fez relembrar o blog da mãe. Fantástica! Ufa, ainda existe esperança para as propagandas daqui! Não encontrei a propaganda atual no YouTube, mas encontrei outras duas, da mesma loja, que passaram no ano passado, no mesmo estilo:
Cheers!
Mas de vez em nunca aparece uma propaganda bem legal. Há pouco tempo vi no blog da Adélia e do Lund um post sobre o blog de uma mãe que cria cenários em torno da filha, enquanto ela dorme, recriando aquilo que ela está sonhando. Achei incrível a criatividade dela!
Este mês, uma propaganda de uma loja de departamento me fez relembrar o blog da mãe. Fantástica! Ufa, ainda existe esperança para as propagandas daqui! Não encontrei a propaganda atual no YouTube, mas encontrei outras duas, da mesma loja, que passaram no ano passado, no mesmo estilo:
Cheers!
Testando o Seguro Saúde
Seguro saúde é uma coisa que todos têm mas que esperamos nunca usar. Aqui na Austrália, todos cidadãos e residentes permanentes têm direito ao seguro do governo. Infelizmente, para nós brasileiros, é irreal pensar em não ter seguro particular. Porém, aqui, temos amigos que tiveram filho usando o serviço público e dizem que não têm do que reclamar.
E sempre há uma primeira vez para tudo na vida... Ontem foi o dia que nós testamos pela primeira vez o serviço público de saúde. Tatiala passou mal a madrugada toda e às 7:30h foi para o hospital com Guguru. Chegaram, apresentaram a carteirinha, sem foto. Ninguém pede documento com foto para checar se a carteirinha é da pessoa mesmo! Como era primeira vez no hospital, a atendente pediu algumas informações como endereço, telefone, etc. e em 3 minutos Tatiala já estava aguardando ser chamada para passar na triagem, feita por um enfermeiro.
A dor que Tatiala sentia a noite toda tinha passado (meia hora antes) e ela já estava um pouco melhor. O enfermeiro mediu pressão, temperatura e disse que poderia passar por um médico, mas a fila de espera seria grande. Como Tatiala estava melhor, poderia optar por não passar no médico no hospital e procurar o "médico da família". Tatiala decidiu ir para casa, pois estava bem, e qualquer coisa ligaria para Guguru durante o dia e voltaria para ver o médico.
Voltou para casa, aproveitou o dia chuvoso para ficar no sofá, debaixo do edredon, vendo TV. Só faltou a pipoca... hum, a deliciosa bolacha de água substituiu a pipoca! ;-)
Serviço público de saúde aprovado! Que continue assim!
E sempre há uma primeira vez para tudo na vida... Ontem foi o dia que nós testamos pela primeira vez o serviço público de saúde. Tatiala passou mal a madrugada toda e às 7:30h foi para o hospital com Guguru. Chegaram, apresentaram a carteirinha, sem foto. Ninguém pede documento com foto para checar se a carteirinha é da pessoa mesmo! Como era primeira vez no hospital, a atendente pediu algumas informações como endereço, telefone, etc. e em 3 minutos Tatiala já estava aguardando ser chamada para passar na triagem, feita por um enfermeiro.
A dor que Tatiala sentia a noite toda tinha passado (meia hora antes) e ela já estava um pouco melhor. O enfermeiro mediu pressão, temperatura e disse que poderia passar por um médico, mas a fila de espera seria grande. Como Tatiala estava melhor, poderia optar por não passar no médico no hospital e procurar o "médico da família". Tatiala decidiu ir para casa, pois estava bem, e qualquer coisa ligaria para Guguru durante o dia e voltaria para ver o médico.
Voltou para casa, aproveitou o dia chuvoso para ficar no sofá, debaixo do edredon, vendo TV. Só faltou a pipoca... hum, a deliciosa bolacha de água substituiu a pipoca! ;-)
Serviço público de saúde aprovado! Que continue assim!
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